Governo federal anuncia recurso de 1,3 bilhão para ações de reparação voltadas para comunidades rurais atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão

Os investimentos serão voltados para ações como regularização fundiária e ambiental, recuperação dos solos, acesso à internet para famílias rurais e investimentos em quintais produtivos, agroindústrias e mercados cooperativos


Na última segunda-feira (22), em Mariana, a ministra do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, anunciou os recursos que deverão ser aplicados para ações de retomada econômica das comunidades rurais atingidas em toda a Bacia do Rio Doce. 

Participaram também do encontro pessoas atingidas dos Territórios de Rio Casca e Adjacências e do Parque Estadual do Rio Doce e sua Zona de Amortecimento, e de outros territórios da Bacia do Rio Doce, Assessorias Técnicas Independentes, parlamentares, representantes da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), do poder executivo municipal da cidade de Mariana, de demais órgãos governamentais, dos movimentos sociais, entre outros. 

Clique aqui para assistir a cerimônia na íntegra

“O repasse de informações sobre os recursos destinados ao fortalecimento da agricultura familiar nos territórios atingidos representa uma oportunidade importante para que as comunidades conheçam seus direitos e as possibilidades de acesso às ações de reparação. Para mim, isso significa mais transparência e a chance de participar de forma mais consciente das decisões que impactam diretamente a vida das famílias agricultoras”, destacou Aparecida Calazans, da comunidade Assentamento Chico Mendes II, em Pingo d’Água. 

Foto: Marcelo Rolim/Cáritas Diocesana de Itabira

Entenda os valores divulgados pelo governo federal 

  • 316 milhões em regularização fundiária e ambiental;
  • 30 milhões para levar internet e tecnologias para 14 mil famílias;
  • 125 milhões para a recuperação dos solos;
  • Recurso para dois mil quintais produtivos; 
  • 186 milhões para agroindústrias e mercados cooperativos. 

“O mínimo que o Estado brasileiro, que as empresas responsáveis precisam fazer é conseguir reparar os danos que foram feitos para cada família. Para as comunidades que se desestruturaram, para a produção que foi perdida, para os rios que foram contaminados, para os pescadores que não podiam mais executar o seu trabalho e para todos os povos é comunidades tradicionais impactados por essa tragédia.” enfatizou a ministra do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli.

Além dos valores informados, a Ministra também destacou a integração da comunidade quilombola de Gesteira no Acordo de Repactuação. Segundo ela, “a expectativa é que o maior acesso aos recursos da reparação contribua para fortalecer a produção agrícola, gerar renda, melhorar a infraestrutura rural e promover condições mais dignas para quem vive da agricultura familiar”, destacou. 

Foto: Marcelo Rolim/Cáritas Diocesana de Itabira

“As informações foram muito importantes, porque assim as pessoas dos territórios ficam atentas sobre os recursos. A gente pôde ver que existem pessoas interessadas em passar informação para os territórios sobre o fortalecimento da agricultura familiar, que é interessante para todos. E pra gente acompanhar, a gente tem que continuar participando, demonstrando interesse junto com os demais, dialogando.” ressaltou Maria de Fátima Neves, atingida de Lagoa das Palmeiras, em São José do Goiabal. 

A importância da participação e do acompanhamento da aplicação dos recursos é uma preocupação central das pessoas atingidas. Cida Calazans reforça: “também espero que esses recursos sejam aplicados de forma justa, atendendo às necessidades reais dos territórios e respeitando as prioridades definidas pelas próprias comunidades. Para acompanhar a aplicação desses recursos, considero fundamental participar das reuniões, assembleias e espaços de controle social, buscar informações nos canais oficiais, dialogar com as lideranças locais e acompanhar os relatórios de prestações de contas. A mobilização e a participação da comunidade são essenciais para garantir que os recursos cheguem de fato aos beneficiários e produzam os resultados esperados para o desenvolvimento dos territórios”

Quer saber mais? Clique aqui para conferir todos os registros do encontro: https://www.flickr.com/photos/caritasitabira/albums/72177720334365618 


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