Jornal A Sirene divulga matéria sobre a certificação de comunidades quilombolas de Rio Casca e Adjacências e do Parque Estadual do Rio Doce e sua Zona de Amortecimento

As comunidades quilombolas de Celeste, em Marliéria/MG, e de Fazenda do Pena, em São Domingos do Prata/MG, foram uma das pautas da edição nº 108 do Jornal A Sirene, lançada neste mês de julho. 

A matéria destaca a emissão das declarações de autodefinição enquanto remanescentes de quilombolas, certificadas pela Fundação Cultural Palmares (FCP), órgão vinculado ao Ministério da Cultura, do governo federal.  

As comunidades Celeste e Fazenda do Pena iniciaram o diálogo com a Fundação Cultural Palmares e o processo de requerimento de certificação em 2025, por meio de encontros preparatórios realizados com o apoio da ATI Cáritas Diocesana de Itabira. Durante esses encontros, os(as) moradores(as) resgataram coletivamente a história dessas comunidades e deliberaram sobre sua autodefinição enquanto comunidades remanescentes de quilombos.

A partir da certificação de autodefinição quilombola, as pessoas atingidas de Celeste e de Fazenda do Pena agora podem acessar direitos específicos garantidos para Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs).

Jornal A Sirene

O Jornal A Sirene é um veículo de comunicação popular produzido por e para as pessoas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em novembro de 2015. 

Desde 2016, o Jornal é um instrumento que visa documentar a memória e as vivências das pessoas atingidas, “Para não Esquecer” os danos que o rompimento causou às diversas formas de vida ao longo dos territórios atravessados pela Bacia do Rio Doce e do Litoral Norte Capixaba. 

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