A equipe da Anater, órgão do governo federal, esteve na cidade de Timóteo, onde se reuniu com a ATI Cáritas Diocesana de Itabira, e acompanhou atividades em comunidades atingidas nos municípios de São José do Goiabal e Rio Casca
Na última quarta-feira (06), uma comitiva da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), órgão do governo federal, visitou os Territórios de Rio Casca e Adjacências (Território 01) e do Parque Estadual do Rio Doce e sua Zona de Amortecimento (Território 02). A visita faz parte do monitoramento das ações e metas previstas no plano de trabalho da ATI prestada pela Cáritas Diocesana de Itabira, em execução junto às comunidades atingidas.
A Anater é um órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que foi designado a partir do Acordo de Repactuação para a contratação e gerenciamento das Assessorias Técnicas Independentes nos territórios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, conforme previsto pelo Anexo 06 do Acordo, que trata da participação social.

“Quando o governo assumiu, a partir do Novo Acordo Rio Doce, a responsabilidade, a competência de fazer a contratação e o acompanhamento das ATIs, assumiu, principalmente, para garantir que esse direito [à Assessoria Técnica Independente] seja acessado pelas pessoas atingidas. E agora, a gente quer estar junto das assessorias técnicas na execução dos planos de trabalho. É assim que a gente acredita que a nossa melhor forma de fazer o acompanhamento. É estando aqui, junto das pessoas atingidas, junto das ATIs, acompanhando esses espaços, vendo de perto como esses trabalhos estão sendo desenvolvidos, para estar junto, qualificar e garantir esse direito cada vez mais”, afirmou Flávia Maria Gondin, coordenadora das Assessorias Técnicas Independentes na Gerência Extraordinária de Reparação do Rio Doce (Gerex Rio Doce/Anater).
“A presença da equipe da Anater nos territórios é extremamente importante para aproximar o acompanhamento do governo federal da realidade vivenciada pelas comunidades atingidas e das ATIs na execução de suas atividades. Esse contato direto com as comunidades e com a ATI fortalece o diálogo e amplia a transparência do processo”, reforçou Geisiane Lima, da coordenação colegiada da ATI Cáritas Diocesana de Itabira.
Durante a agenda, a equipe da Anater esteve na cidade de Timóteo, no Território 02, onde se reuniu com a Assessoria Técnica Independente da Cáritas. Na oportunidade, também visitou os escritórios da ATI. No mesmo dia, a comitiva da Anater seguiu para o Território 01, onde acompanhou as oficinas “Retratos da Comunidade: participar para acessar a reparação”, realizadas pela ATI nas comunidades de Barra Alegre (São José do Goiabal) e de Córrego Preto/Leonel/Rochedo (Rio Casca).

“Num primeiro momento, é importante um acompanhamento legal dessas atividades. Reza-se nos contratos que nós precisamos fazer esse acompanhamento e monitoramento. Mas a gente está aqui para um ponto muito maior: assim como há uma preocupação da Cáritas com os atingidos, há também uma preocupação da Anater e do governo federal, na parte que lhe cabe no Acordo, de fazer esse Acordo acontecer, de fazer com que as ações e as necessidades dos atingidos sejam atendidas. Então, nós estamos aqui no território também para isso, para juntos ver o que precisa ser feito”, disse Marcos Nunes Coelho Junior – coordenador da unidade territorial da ANATER no Alto Rio Doce.
O ciclo de oficinas Retratos da Comunidade está sendo realizado pela ATI Cáritas Diocesana de Itabira em comunidades dos 13 municípios assessorados. O objetivo das oficinas é levantar, por meio de diálogo direto com as pessoas atingidas, impressões e informações sobre a realidade das comunidades, além de suas expectativas e propostas em relação ao processo de reparação. A proposta também visa contribuir para a ATI identificar programas e projetos que poderão ser acessados pelas comunidades, a partir dos diversos Anexos do Acordo de Repactuação.
“A presença de representantes do governo federal nessas atividades fortalece o processo de reparação ao aproximar o governo da realidade vivenciada pelas comunidades e demonstra reconhecimento da importância dos espaços participativos como um caminho para a reparação. Além disso, reforça a compreensão de que a reparação envolve não apenas aspectos materiais, mas também dimensões sociais, culturais e comunitárias”, destacou Geisiane.
A vigência do atual plano de trabalho da ATI Cáritas Diocesana de Itabira teve início em novembro de 2025, a partir da homologação do Acordo de Repactuação. O cronograma de suas ações está programado em formato semestral. A ATI seguirá contribuindo com a Anater para que possa exercer o monitoramento e acompanhamento das ações programadas junto às comunidades atingidas.



